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Arte e cultura 11:40, 11 mai 2017 Projeto estimula a grafitagem nas escolas da rede estadual da Bahia

Foto: Claudionor Jr. - Ascom/Educação

Grafitagem, debate temático e apresentações de fanfarra, rap, dança e skate. Foi com essa riqueza de expressões artísticas e culturais que a Secretaria da Educação do Estado da Bahia deu o pontapé inicial ao projeto “#Grafitaê: Escola conta e pinta a sua história” nas unidades da rede estadual. O evento teve lançamento oficial nesta quarta-feira (10/5), no Colégio Estadual Helena Mateus, em Salvador, com a participação dos secretários estaduais da Educação, Walter Pinheiro, do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Olívia Santana e de Políticas para as Mulheres, Julieta Palmeira, além do superintendente de Políticas para a Educação Básica, Ney Campelo, da blogueira Monique Evelle, a militante do Movimento Negro, Samira Soares, e a artista visual, Juliana ‘Musa’ Mendes, assim como, artistas, estudantes e professores da comunidade escolar. 

Na abertura, Pinheiro destacou como o projeto pode auxiliar no trabalho pedagógico nas escolas. “O Grafitaê é um movimento que deve contagiar diversas escolas da nossa rede, onde estamos mostrando à população que é possível expressar com arte aquilo que se aprende na sala de aula. E que de certa forma vamos combinar com outros fatores como a música, a dança, a matemática e a ciência, além da possibilidade de contar a história dos estudantes, fortalecendo sua identidade”, ressaltou.

Abrangendo 270 unidades neste ano, a proposta do projeto é colorir as paredes das escolas, utilizando a linguagem da arte urbana, grafite e suas diferentes dimensões, com a valorização de temas de cotidiano do estudante da rede estadual de educação, como racismo, gênero, sexualidade, empreendedorismo, tecnologias, redes sociais e empoderamento juvenil.

Para a ex-estudante da rede estadual, Monique Evelle, criadora do blog “Desabafo Social” e repórter do programa Profissão Repórter, da Rede Globo, essa é a oportunidade do estudante se tornar realmente o protagonista da escola. “Eu gostaria muito de ter tido um projeto como esse na minha época. Principalmente quando envolve outras cores na escola, o que acaba sendo um estímulo para os estudantes. Quando você vê a arte tomando conta do espaço automaticamente a vontade é de ficar. Fora que não é só grafitagem, tem a questão do debate que engloba o empoderamento negro, a questão de gênero e diversidade, perpassando por todos os conteúdos desenvolvidos em sala de aula”, contou.

Envolvido no projeto, o estudante do 2º ano, Leandro Lima, falou da importância da arte na sua vida. “Sempre gostei de desenhar e, através do grafite, descobri uma forma de me expressar. Trabalhar essa ferramenta na escola nos dá a possibilidade de envolver todos os colegas com a perspectiva de preservar a escola, com a arte produzida pelos alunos, assim como, no sentido de aprender com as intervenções realizadas nos muros dentro e fora da escola”, enfatizou.

Já para a estudante do 1º ano, Beatriz Nascimento, 16, o #GRAFITAÊ “dá a possibilidade ao aluno de desenvolver sua criatividade e de se aproximar ainda mais da escola, porque a gente, com essa iniciativa, percebe que a escola está aberta a ouvir o estudante, respeitando sua liberdade de expressão”, concluiu.


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